- Social Leaders 👨🚀
- Posts
- O Papel do Founder na Atração de Talentos 🤝
O Papel do Founder na Atração de Talentos 🤝
O Founder Virou o Novo RH 👀

Fala, Leaders!
No fim de 2024, eu tomei uma das decisões mais difíceis da minha carreira.
Eu estava envolvido em um projeto financeiramente estável.
Tinha um bom salário, um time alinhado, cliente grande e uma operação que funcionava.
Era o tipo de posição que, pra quem olha de fora, parecia perfeita.
O conselho padrão seria: “fica aí, é o caminho certo”.
Mas por dentro, algo não fazia sentido.
Faltava identidade.
Faltava propósito.
O que eu fazia era tecnicamente certo — mas emocionalmente vazio.
Foi aí que, mesmo ouvindo o clássico “você é maluco” de colegas e familiares, eu decidi sair.
Abri mão do conforto.
Troquei segurança por verdade.
E entendi, com muita clareza, uma coisa que hoje carrego como base de tudo:
A minha geração — a Geração Z — não está em busca apenas de bons empregos.
Está em busca de significado.
A gente quer pertencer.
Quer contribuir com algo maior.
Quer se ver no que está construindo.
Quer trabalhar com líderes que carregam uma visão clara do que estão fazendo — e por quê.
E isso diz muito sobre o cenário que estamos vivendo.
Hoje, a maior parte das empresas não precisa de mais estrategistas sêniores.
Disso, elas já estão bem servidas.
O que está faltando é execução.
Gente pra fazer acontecer.
E quem vai ocupar esse lugar — cada vez mais — é a Geração Z.
Se você, como líder, ainda não entendeu como se conectar com essa geração, o impacto não vai ser só na cultura.
Vai ser na sua capacidade de entregar.
De rodar.
De crescer.
Porque é essa geração que vai estar ali, no campo de batalha: testando ideia, construindo os projetos, respondendo clientes, tomando decisão no improviso.
E aqui entra um ponto que, sinceramente, é subestimado por quase todo mundo:
A melhor forma de um CEO ou founder estar presente — tanto no dia a dia da equipe quanto no imaginário das pessoas fora da empresa — é através de conteúdo.
Sim. Conteúdo.
É ele que comunica cultura.
É ele que traduz valores.
É ele que conecta o propósito à prática.
Não é o slide bonito no onboard.
Não é a palestra anual da liderança.
É o que o founder mostra com consistência, presença e verdade — nas redes, nas ideias, na forma como se comunica com o mundo.
E é sobre isso que a gente vai falar hoje.
Não sobre “marca pessoal como canal de aquisição”.
Mas sobre o papel invisível — e cada vez mais essencial — que o fundador tem na construção de uma empresa que atrai, inspira e retém as pessoas certas.
1. A Geração Z não busca apenas salário — ela busca propósito
A Gen Z cresceu num cenário de excesso de informação, incertezas econômicas, crise climática, transformações tecnológicas… e, por isso, ela quer clareza.
Ela não quer apenas entrar em uma empresa — ela quer saber por que essa empresa existe.
Ela quer pertencer a um time com causa.
Ela quer se conectar a um líder que acredita em algo.
Ela quer ser ouvida, não apenas treinada.
Salário é o ponto de partida. Mas cultura é o que retém. E propósito é o que move.
O que a nova geração procura é um ambiente em que ela veja sentido no que faz — e que acredite nas pessoas com quem constrói.
Se for só por dinheiro, ela encontra outras saídas: empreender, criar conteúdo, tentar a sorte em trends ou até partir pra fora do país.
Mas se o ambiente tiver propósito real, visão clara e coerência… ela fica. E se entrega.
2. O founder é o maior vetor de cultura que uma empresa pode ter
O que define a cultura de uma empresa, especialmente em seus primeiros anos, não é a missão na parede.
É o comportamento — e a presença — do founder.
É ele quem dá o tom.
É ele quem transmite os valores na prática.
É ele quem molda as decisões, a forma de liderar, o tipo de energia que circula pela organização.
Se o founder se comunica, participa, compartilha aprendizados, mostra vulnerabilidade…
O time aprende a fazer o mesmo.
Se o founder se esconde atrás da operação, só aparece em momentos de crise ou de vitória…
A cultura vira um PowerPoint vazio.
E cultura não aceita vácuo. Onde o founder não lidera, o time cria sua própria narrativa.

3. A forma mais eficiente do founder estar presente é através de conteúdo
Conforme a empresa cresce, é natural que o founder não consiga mais estar fisicamente com todos.
Mas isso não pode virar desculpa para o distanciamento.
O conteúdo resolve essa equação.
Quando o founder compartilha visão com constância, ele está presente sem estar no presencial.
Quando ele grava um vídeo falando do que acredita, ele forma opinião dentro e fora da empresa.
Quando ele cria um post com clareza sobre cultura, ele reforça o que é inegociável.
Conteúdo não é marketing pessoal.
É liderança escalável.
É a forma mais inteligente de manter coerência entre o que a empresa fala e o que ela faz.
De manter os novos talentos alinhados com a visão.
De inspirar o mercado, atrair aliados, posicionar cultura no centro.
E o mais importante: de humanizar o negócio.
4. O exemplo da Cimed — e por que João Adibe virou um símbolo
Poucos founders entendem isso como João Adibe, CEO da Cimed.
Ele poderia ser o típico CEO distante, técnico, institucional.
Mas escolheu o caminho mais difícil — e mais poderoso: liderar com presença.
João está nos bastidores.
Nas campanhas.
Nos vídeos com os colaboradores.
Na linha de frente da comunicação com o público.
E não é pra falar sobre produto.
É pra falar sobre Brasil.
Sobre gente.
Sobre o que move a empresa.
“A Cimed não é só sobre remédio. É sobre paixão. É sobre construir algo maior.”
Essa narrativa não saiu de uma agência.
Saiu da cabeça — e da boca — do CEO.
E o que acontece quando isso é feito com frequência?
A Cimed atrai talentos alinhados com a cultura.
Cria comunidade com fornecedores e parceiros.
Ganha força institucional sem depender de mídia paga.
Porque quem comunica propósito com clareza não precisa convencer ninguém. Atrai.

5. Primal Branding: a estrutura que transforma founders em líderes de comunidade
O Primal Branding é um dos frameworks mais poderosos quando falamos de construção de marca com base em crença.
E ele se encaixa perfeitamente quando o founder quer liderar por conteúdo e cultura.
Os 7 elementos fundamentais:
Credo – Qual é a ideia central que guia tudo o que vocês fazem?
Crentes – Quem acredita junto com você nessa ideia?
Evangelismo – Como essa crença é espalhada e defendida?
Inimigos – Quais valores ou comportamentos vocês se recusam a aceitar?
História Sagrada – Qual foi a jornada até aqui? Por que isso começou?
Rituais – O que se repete dentro da empresa e cria senso de pertencimento?
Linguagem – Quais expressões moldam o universo cultural da marca?
Quando o founder assume o papel de comunicar esses elementos, ele deixa de ser só o fundador da empresa.
Ele vira o símbolo vivo do que aquela marca representa.
6. O que fazer agora?
Se você é founder e quer construir uma marca que conecta com a Geração Z (e com qualquer pessoa com visão de mundo parecida), comece por aqui:
Compartilhe sua visão com constância. Seja em vídeo, texto ou áudio — mas apareça.
Mostre vulnerabilidade. Ninguém quer seguir um robô.
Fale com o time tanto quanto fala com o mercado.
Crie rituais de cultura. O que acontece sempre, educa sem esforço.
Posicione seu conteúdo como ferramenta de liderança. Não como vaidade.
Não espere uma crise de cultura ou uma demissão em massa para perceber que você se distanciou.
O conteúdo é sua ponte de volta.
Nos vemos na próxima, Leaders.
Mas antes disso, deixa eu te perguntar:
Você está liderando um time… ou inspirando um movimento?
Porque, nos próximos anos, só as empresas com cultura forte vão sobreviver à volatilidade do mercado — e só os líderes com propósito claro vão atrair os melhores talentos.
Se quiser continuar esse papo, meu inbox está aberto.